Artigos | v. 4 n. 2 (2026)
Natali Adrielly Gusmão da Silva Mirella de Sousa Albuquerque Michele Vieira de Carvalho Marina Gomes Pessoa Baptista José Roberto Pimentel
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Publicado em fevereiro 19, 2026
A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é uma neoplasia caracterizada por intensa proliferação celular e baixa diferenciação de linfócitos imaturos. Representa cerca de 80% dos casos de leucemia infantil, com maior incidência entre crianças de dois a cinco anos. O tratamento convencional envolve quimioterapia, radioterapia e transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas. Contudo, a terapia com células CAR-T desponta como estratégia inovadora, baseada na modificação genética de linfócitos T para expressar receptores quiméricos de antígenos. Este estudo, uma revisão integrativa realizada nas bases PubMed e ScienceDirect (2020–2025), sintetiza evidências sobre a aplicação da imunoterapia CAR-T em LLA refratária ou recidivante. Os resultados apontam taxas de remissão completa entre 67% e 90%, com doença residual mínima negativa. O tisagenlecleucel mostrou respostas consistentes em pacientes pediátricos e jovens adultos, enquanto terapias como KTE-X19 e CTL019 demonstraram eficácia duradoura em adultos. Plataformas como AUTO1 e AUTO3 apresentaram bom perfil de segurança, com menor incidência de toxicidades. Apesar de eventos adversos como síndrome de liberação de citocinas e neurotoxicidade, a eficácia não é comprometida, destacando-se a necessidade de estratégias de automação para aumentar a persistência das células CAR-T.
